sábado, 3 de março de 2012

#Fato - 2

Hoje vou contar uma linda história de amor entre cão e dono pra vocês, então, let's go!

Era uma bela tarde de fim de semana e eu tava na casa de uma amiga quando meu celular tocou. Eu atendi e era a amiga da minha prima/tia que tinha acabado de ganhar uma cachorrinha e queria saber se podia colocar nela o nome da minha gata (Dasha). Eu disse que sim e fiquei super feliz, louca pra conhecer a cachorrinha *-*

Semanas depois, eu a vi e perguntei como estavam as coisas com a Dasha. Ela respondeu com ar de decepção: "Ela tá grande, cheia de carrapato, suja..." Tá, não preciso dizer mais absolutamente nada, esqueçam o "linda história de amor entre cão e dono". O que se passa na cabeça de uma pessoa desse tipo quando ela começa a criar um cachorro? Ela acha que ele vai ser sempre um filhotinho fofo que não adoece, não precisa de banho e não está sujeito a parasitas, etc.? Esse é um dos grandes erros das pessoas com relação à cães: elas acham que são brinquedos, e não são! Eles não têm um botãozinho on/off na pata (nem em nenhum outro lugar); eles não são um ursinho de pelúcia que você vê na vitrine, acha bonitinho e pensa "eu quero um *-*" ou "vou levar pra casa!". 

Bem, com esse post acabei pensando no assunto "cachorro não é brinquedo" e achei muito importante, mas como a história da Dasha não termina por aqui, não vou me estender muito e falarei sobre esse assunto no próximo post; Agora, continuemos com a história inicial, ok?

Os dias foram passando e sempre que eu via a tal criatura eu perguntava como estava a cachorrinha; Em uma das vezes, ela disse que tava numa peste de carrapatos enorme. Eu expliquei à ela como tirar com a pinça (até me ofereci pra fazer isso, se ela levasse a cachorra até minha casa) e disse que ela precisava levá-la no veterinário, já que era uma peste e provavelmente precisaria do uso de venenos carrapaticidas. Bom, ela nada fez.

Na vez seguinte, ela disse que tinha deixado a cachorrinha no quintal (provavelmente cheio de mosquito e esgoto); eu falei o que pensava sobre isso e que ela não podia simplesmente isolar a pobrezinha.

Na vez seguinte², ela disse que a cachorra tava com bicheira. Onde ela conseguiu um ferimento, eu não perguntei; perguntei apenas o que ela tinha feito a respeito. Ela respondeu que a mãe dela tinha colocado um mata bicheira na cachorra _ pera aí, a mãe dela? De quem era a cachorra, afinal? Se ela fosse uma adolescente, pelo menos (ela deve ter uns 26) ou se simplesmente não tivesse tido tempo, mas era como se ela apenas quisesse distância do "tratamento" ou não se importasse com o sofrimento da própria cachorra, por isso entregou a responsabilidade para a mãe (que provavelmente é alguém acostumada a criar cachorro achando que veterinário é frescurite) _ Prosseguindo, eu disse à ela que só um mata bicheira não resolveria e que a cachorra realmente precisava de um veterinário. Também perguntei se ela já tinha levado-a alguma vez, pelo menos pra vacinar. Ela disse que não (num vou nem comentar pra num explodir aqui).

Na última vez, eu não perguntei, antes que pudesse fazer isso, ela disse rindo, com ar de deboche: "Jéssica, a Dasha morreu."
.
.
.

A raiva, o desprezo e o nojo de seres humanos cobriram meu corpo, afinal, por que ela estava rindo? Por que ela parecia rir de mim? O que há de engraçado na minha preocupação e no meu amor por animais? E o que faz alguém adotar um cachorro sabendo que não tem capacidade de criar laços afetivos com ele? (Falei que nem o homem do Globo Repórter) O que faz alguém adotar um cachorro mesmo achando que a vida de um animal não tem valor? Digo isso porque ela contou sobre a morte do animal rindo, então, ela não acha a vida de um animal significativa. Quando um ser humano morre, mesmo que você não o conheça, você respeita, porque acha a vida de um ser humano importante. Então porque as pessoas riem quando um cachorro morre? Também era uma vida, não era? O que há de engraçado na morte, seja de um cachorro, de um rato, de um ser humano ou de qualquer outro ser vivo? Eu não sei, até porque não há absolutamente nada de engraçado. De qualquer forma, uma pessoa como essa não merece o que um cachorro tem à oferecer.

Bom, o post ficou mais extenso do que eu esperava. Na verdade, eu ainda queria contar mais algumas coisas que sei sobre a história dessa criatura sem coração e a cachorrinha que eu, infelizmente, não cheguei a conhecer, mas que com certeza era muito adorável e merecia uma dona de verdade. Mas enfim, essa é uma realidade que nós, amantes dos animais, estamos lutando pra mudar, não é? Como já falei, o post ficou muito extenso, então paremos por aqui. Até a próxima!


Nenhum comentário:

Postar um comentário